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Ferramentas de Imersão!

Eduardo

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Fala, pessoal! Em nosso último artigo, abordamos os métodos que não dependiam de materiais extra para potencializar a imersão durante as partidas. Dessa vez, iremos falar sobre as ferramentas que podem ser utilizadas para aumentar ainda mais este efeito; portanto, sem mais delongas, vamos ao que interessa!

Sabe aquela cena de filme em que a trilha sonora faz toda a diferença? No RPG uma boa música, aliada a uma narração bem trabalhada, pode ter o mesmo efeito. Ela pode ser determinante para que, o que antes seria apenas mais uma cena comum, torne-se o evento mais memorável da campanha. Existem muitas músicas que podem ser usadas como trilha sonora durante uma aventura de RPG. Um combate medieval pode pedir pela música tema de Conan, enquanto um encontro em uma boate no Mundo das Trevas ficaria melhor com Joy Division ou The Sisters of Mercy.

Não obstante, mesmo que a música escolhida encaixe perfeitamente com a cena, algo pode sair errado durante sua execução, quebrando completamente o efeito desejado. É importante lembrar que a partida deve se manter dinâmica, ou seja, você não deve ficar parando a sessão para trocar a música. Posto isso, é interessante que você prepare a aventura com antecedência e construa uma playlist com as músicas e outros efeitos sonoros que pretende usar ao longo da mesma, para poder acessá-los rapidamente. Vale também lembrar que estes efeitos sonoros devem tocar sempre ao fundo, nunca atrapalhando a narrativa.

Além de efeitos sonoros, também podem ser usados efeitos visuais para facilitar ao jogador imaginar o determinado detalhe da história. Se você sabe desenhar, talvez queira fazer esboços de personagens, itens ou outros objetos, para dar uma ideia geral dos detalhes mais importantes dos mesmos aos jogadores. Também é possível criar materiais como cartas ou outros documentos, que podem ser usados como ferramenta durante a aventura.

Outra opção é o tabuleiro, que pode ser usado para dar uma ideia da disposição geral do grupo durante um combate ou outro evento em que a visualização da cena possa ser difícil. Entretanto, muitos jogadores não gostam do uso desta ferramenta, por ser muito fácil prender-se a ela e abandonar a descrição ou imaginação. Sendo assim, recomendamos que o mestre primeiro aprenda e acostume-se a narrar sem o tabuleiro, para apenas depois começar a fazer uso deste, se o grupo achar interessante.

Lembre-se, também que você é livre para criar suas próprias ferramentas e métodos, como preferir para que se encaixam em sua história. Experimente com a aventura e não tenha medo de criar novas mecânicas ou trazer novos elementos à mesa; escute o feedback dos seus jogadores e se adapte da forma que achar melhor. Citamos aqui a história de um mestre que decidiu aproveitar-se dos arcanos maiores do tarot durante a aventura; os jogadores compravam uma carta em certos momentos e, de acordo com a carta revelada, o mestre narrava a história.

O mais importante é ser criativo e conhecer seu grupo. Foque na narrativa e tenha uma boa história, que independente das ferramentas que decidir usar, irá melhorar exponencialmente a imersão em suas sessões. Existe apenas um jeito certo de se jogar RPG, que é quando todos estão se divertindo juntos, então lembre-se disso e tudo ficará bem.

Então por hoje era tudo, pessoal! Não deixe de comentar aí embaixo o que achou do nosso artigo; diga se esquecemos de mencionar algo, compartilhe alguma dica que ache interessante ou mesmo conte alguma história de suas sessões. Além disso, siga-nos em nossas redes sociais, não esqueça de acessar o nosso site e até a próxima!

 

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