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Draft é só sorte!

Little Red

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luck

 

Sejam bem vindos ao primeiro episódio da nossa exploração no mundo dos drafts!

Se você nunca disse a frase do título do artigo, com certeza já deve ter escutado alguém falar (e provavelmente vindo de jogadores que não possuem muita intimidade com o formato). Sabemos que a aleatoriedade existe, e que certos boosters possuem cartas melhores que outros, mas é possível aprender a draftar de maneira a “criar” a sua própria sorte! Vejamos em seguida algumas dicas que podem contribuir para melhorar as chances de sucesso no formato.

 

Sempre tenha um plano!

Sempre tenha um plano!

 

Primeiro Passo – Tenha um plano

Possuir um bom plano é uma ótima maneira de contribuir com a própria sorte. Um dos melhores jogadores de magic do mundo, nosso querido multicampeão PV, com frequência menciona em seus artigos a importância de sempre ter um plano em mente. No draft, ter um plano é essencial desde o momento em que você escolhe a primeira carta. Quanto melhor conhecer as cartas da edição e como elas se comportam na mesa de jogo, mais fácil será na hora de escolher entre elas. Porém isso não quer dizer que nunca irá ficar em dúvida, pois a mesma carta tem importâncias diferentes dependendo do contexto, ou seja, quais outras cartas você já possui.

Outra coisa muito importante a se ter em mente ao entrar no formato, é que são as cartas comuns que definem quais tipos de baralho podem ser construídos mais facilmente, tendo em vista que elas são a grande maioria dentro dos pacotinhos. Ou seja, dizemos que as comuns determinam os arquétipos de cada draft. Embora seja muito legal abrir aquela mítica ou rara super poderosa que faz os oponentes chorarem, nem sempre isso irá acontecer, e portanto não é muito sensato pensar que seu deck não irá ficar bom o bastante somente porque não abriu nenhuma “bomba”.

Neste artigo do Vôo Duplo, vemos uma breve descrição de como montar um deck selado, vemos ali o que é e como funciona uma boa “curva de mana”, bem como as categorias de cartas que compõem os baralhos mais bem sucedidos.

Dê preferência à “boas respostas”

Como dito acima, nem sempre você irá abrir cartas raras ou míticas de alta qualidade durante o draft, mas a probabilidade de encontrar cartas comuns de alto impacto é bem mais realista. Para que você tenha mais chances de lidar com as bombas adversárias, sempre priorize pegar esse tipo de carta quando estiver realizando a montagem do seu baralho. Vejamos um exemplo utilizando a coleção de Rivais de Ixalan para ilustrar melhor o que estamos falando.

Aquela bomba que você respeita

Aquela bomba que você respeita

O gatão da foto acima certamente é uma das melhores cartas da coleção para o formato limitado. Tem um custo não tão elevado, um corpo forte (6/6), pode acabar com o jogo em poucos ataques, e ainda por cima uma habilidade que a cada combate torna mais complicada a vida do oponente. Mesmo com todas essas características a seu favor, esse cara é uma carta imbatível? De maneira alguma! Em todas as cores da edição, existem cartas comuns que conseguem atrapalhar a vida dessa criança (Sejamos honestos, na cor vermelha nem tanto). Exemplos das cartas mencionadas:

 

removals

Conforme visualizamos nas cartas acima, as opções das cores branca, azul e preta respondem perfeitamente à Tormenta Primordial. A carta verde, junto de uma criatura de mesmo tamanho, também executa o serviço e de brinde deixa um marcador +1/+1 na sua criatura. Lembrando que existem criaturas verdes comuns no draft dessa edição, de corpo 6/6 ou maior, mas obviamente, não é uma tarefa tão simples quanto nas outras cores. Ok, pra ser honesto o vermelho não consegue responder tãoo bem assim, mas eventualmente pode acontecer (embora isso irá significar que o oponente tem outra criatura gigante, o que não é nada legal..) . Ainda assim existem alternativas, como bloquear com mais de uma criatura ou utilizar alguma mágica que aumente o poder de uma de suas criaturas para bloquear. Exemplo:

 

Até que quebra um galho...

Até que quebra um galho…

Historicamente a cor vermelha sempre teve problemas para lidar com criaturas grandes (ou seja, com resistência maior que 4), e essa edição não foge muito disso. A melhor remoção vermelha (bombardear), embora seja uma das melhores cartas da edição, sem ajuda de outro efeito não conseguiria lidar com o Etali.

Bem pessoal, esta semana ficamos por aqui. No próximo artigo veremos o que é um arquétipo de um deck de magic, quais suas variações e como eles podem ajudar a guiar o seu plano de escolha de cartas. E para terminar, é sempre legal uma frase de efeito: “A sorte não existe. Aquilo a que chamas sorte é o cuidado com os pormenores.”

Abraços e até a próxima!!

 

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Cena pós-créditos:

Para aqueles que me perguntaram sobre minha escolha na imagem do último artigo, deixo aqui o link para o vídeo do draft, com os 45 picks e a imagem do deck final. Comentarei mais detalhadamente minhas escolhas nos próximos artigos. =]

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